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24/11/2014
Há alguma dúvida que figuras como Mozart e Leonardo Da Vinci foram gênios? Eles foram capazes de revolucionar suas respectivas áreas. Seus feitos e suas obras são conhecidos universalmente. Mas será que eles foram pessoas predestinadas? Será que eles nasceram com um dom, com algo a mais em sua carga genética que os diferenciava de seus pares?

Comecemos com Leonardo da Vinci. Em sua época existiam poucas alternativas para quem não nascia na nobreza. Ou se era camponês e vivia da agricultura ou se iniciava em algum ofício. Ainda na infância, Leonardo começou a desenhar, aproveitando o acesso que tinha a papel, dado o trabalho de seu pai (um tipo de oficial de registro cartorário). Ele passava horas e horas num bosque próximo de sua casa desenhando flores, plantas, aves. Um pouco mais velho entrou como aprendiz numa oficina (como eram chamadas as escolas que ensinavam os ofícios de marcenaria, pintura e escultura entre outros). Naquele tempo, os jovens aprendizes dedicavam-se horas a fio e por vários anos a seus ofícios supervisionados por seus mentores. O nível de foco e concentração nas oficinas era intenso, pois não havia muita margem para erro dada a escassez das matérias primas. No século XV, aos 17, 18 anos, um jovem aprendiz já teria adquirido a proficiência em seu ofício, pois o tempo de prática já teria alcançado uma década.

O pai de Mozart era músico e professor. Sua irmã três anos mais velha estudava piano. Portanto, desde que nasceu, os ouvidos de Mozart eram estimulados com música. Aos três anos ele começou a aprender a tocar piano e dava trabalho tirá-lo do seu “brinquedo” para ir dormir. Mozart praticava incessantemente, dia a dia. Aos seis anos começou a percorrer grandes cidades da Europa se apresentando como criança prodígio. Apesar de suas primeiras composições serem desta época e sua primeira ópera ter sido composta quando tinha 12 anos, não chegavam a ser obras-primas. As primeiras grandes composições de Mozart são de quando ele já tinha cerca de 21 anos. Tendo começado a tocar aos três anos, são quase 18 anos de prática e dedicação.

E o que dizer de Bill Gates, um dos ícones de sucesso profissional do nosso tempo? Ele teve a oportunidade de ter acesso a computadores ainda pré-adolescente. Isso nos anos 1960. Como gostava muito de programar, Gates passou centenas de horas elaborando códigos em computadores do colégio Lakeside em Seattle, depois na Universidade de Michigan e nas empresas ISI e TWR, muito antes de fundar a Microsoft. No início dos anos 1970, Bill Gates já havia acumulado milhares de horas programando: ele estava num elevado grau de domínio da sua “arte” quando teve início a era dos microcomputadores. Sem essa dedicação ele não estaria preparado para oferecer ao mundo o MS-DOS, o primeiro programa operacional a dominar o mercado.

Estas três histórias demonstram que antes de serem superdotados Leonardo Da Vinci, Mozart e Bill Gates foram pessoas extremamente dedicadas. Cada um em seu tempo e por motivos diferentes, descobriram algo que gostavam e conseguiram ter foco. Praticaram exaustivamente e alcançaram um nível de maestria e sucesso que poucos conseguem. Outros exemplos: os Beatles entre 1957, quando a banda começou, e 1964, quando estouraram, já tinham acumulado mais de 1200 apresentações, algumas com até 8h de duração; Charles Darwin, viajou ao redor do mundo no navio Beagle durante 4 anos e 9 meses estudando e coletando todo tipo de evidência que permitiu que se aprofundasse em seus estudos por mais de 20 anos. Só então ele trouxe à luz a obra A Origem das Espécies, livro em que apresentou a teoria da seleção natural e revolucionou a história da criação da humanidade.

Vários são os estudos que apresentam 10 mil horas como o ponto de inflexão para adquirir proficiência em qualquer assunto. Quem se dedicar 1h por dia, 365 dias por ano, precisará de 27 anos de esforço para acumular 10 mil horas. Com uma dedicação de 3h por dia, 7 dias por semana você levará 10 anos para alcançar as 10 mil horas. Mas dá para esperar 27 anos para ser excepcional em algo? E mesmo 10 anos não parece ser muito tempo?

Só que dá para acumular 10 mil horas em 5 anos: basta dedicar-se 8h por dia, 5 dias por semana. E onde é que já passamos pelo menos 8h por dia de nossas vidas, cinco dias por semana?

Agora responda para você mesmo: o que eu não estou fazendo durante o meu horário de trabalho para conseguir a excelência naquilo que faço? Onde é que eu estou desperdiçando meu tempo e o que vem tirando o meu foco?

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Fonte: SALOMON, AZZI